PRIMEIRO DEUS – Aprendendo a meditar na Bíblia.

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BENEFÍCOS ESPIRITUAIS DE LER A BÍBLIA

Como afirmam Howard e William Hendricks, o estudo da Bíblia não é opcional, mas essencial. Obviamente, sua leitura é essencial para a vida espiritual. Nesse sentido, os benefícios ocorrem em três direções.

CRESCIMENTO
De acordo com o apóstolo Pedro, o estudo da Palavra proporciona crescimento. Em 1 Pedro 2:2, o apóstolo afirma: “Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação” (NVI). Nesse versículo, três palavras devem ser destacadas.
A primeira é como, e essa expressão indica atitude. Para o recém-nascido, buscar o peito da mãe ou a mamadeira é algo natural e necessário para o sustento físico. De igual modo, o cristão precisa desenvolver a atitude natural de buscar e querer o Livro Sagrado para ter sustento espiritual.
A segunda palavra que se destacada é desejem. O termo indica vontade, apetite “anelo”, “desejo forte” e revela um sentido de intensidade.3 Assim como a criança deseja alimentar-se do leite materno, o cristão almeja pela Escritura com desejo intenso, sabendo que só assim pode crescer à estatura de Cristo.
Em terceiro lugar, destaca-se a expressão para que, a qual indica alvo, objetivo. No entender do apóstolo, o objetivo é o crescimento para a salvação. É importante notar que o texto sagrado não diz que o alvo da ação de alimentar-se da Palavra é conhecer, mas crescer. Certamente não podemos crescer sem conhecer a Sagrada Escritura, embora possamos conhecê-la e não crescer. Há pessoas para quem a Bíblia é apenas uma fonte de curiosidade. O resultado é que essas pessoas se tornam pecadores esclarecidos. Nada mais do que isso. Outras pessoas, porém, encaram a Palavra como normativa e recebem a Cristo como o Salvador. O resultado é que essas pessoas crescem à estatura do Salvador.

MATURIDADE ESPIRITUAL
Além de ser essencial para o crescimento, a Palavra de Deus tem outro papel fundamental na vida do cristão, conforme explicado pelo apóstolo Paulo: “Quanto a isso [a respeito de Cristo], temos muito que dizer, coisas difíceis de explicar, porque vocês se tornaram lentos para aprender. De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal” (Hebreus: 5:11-14; NVI).
O escritor bíblico afirma que tem muito conteúdo a comunicar, mas que é difícil compartilhar seu conhecimento, devido à lentidão do aprendizado dos receptores da mensagem. Então, a palavra-chave nesta passagem é tempo. Com o passar do tempo, os filhos de Deus precisam sair da imaturidade para a maturidade, do leite para o alimento sólido. E como essa maturidade pode ser alcançada? Pela aptidão para discernir tanto o bem quanto o mal. Assim, a “marca da maturidade espiritual não é quanto nós sabemos, mas quanto nós usamos. No reino espiritual, o oposto de ignorância não é conhecimento, mas obediência”

EFICÁCIA ESPIRITUAL
O terceiro benefício espiritual decorrente do estudo da Bíblia é apontado em 2 Timóteo 3:16 a 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (NVI).
O apóstolo Paulo escreve com a perspectiva hebraica sobre educação. Nesse sentido, sua compreensão de ensino e aprendizado não estava ligada meramente ao conhecimento ou preparo intelectual da vida humana. Obviamente, esses elementos eram considerados importantes, mas o alvo final do processo educacional era uma vida espiritual eficaz, percebida por um comportamento santo e um estilo de vida que refletisse a ação transformadora de Deus na vida humana.